Espaço SER- Psicologia

MISSÃO:

Ampliar a promoção do “cuidado amoroso”¹ e o desenvolvimento humano mantendo sempre a qualidade de excelência.

Objetivos:

OBJETIVOS:

Nosso objetivo é difundir para um maior número de pessoas, uma psicologia diferenciada, focada no “cuidado amoroso”¹, para promoção do desenvolvimento emocional. Visamos não apenas oferecer atendimentos de qualidade como também ensinar aos terapeutas como cuidar do ser humano dessa forma respeitosa e amorosa.

Estratégias de atuação:

ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO:

Para buscar a nossa missão e objetivos, o Espaço SER Psicologia trabalha com dois pilares principais de atuação:

1- O primeiro é focado no cuidado oferecido a todas as pessoas, sejam clientes, alunos, profissionais etc.

1.1- Em nossos meios digitais visamos sempre trazer reflexões que possam tocar emocionalmente cada pessoa estimulando a troca de experiencias e “ampliação de fronteiras”.

1.2- No nosso Espaço físico, valorizamos sempre promover um ambiente acolhedor onde todos possam se sentir à vontade para falar de suas dificuldades e necessidades emocionais com um sentimento de familiaridade e conforto.


2- O segundo pilar é focado na educação continuada.

2.1- Constante qualificação dos profissionais da equipe do Espaço, com novas técnicas e metodologias de atuação, bem como participação de workshops emocionais para constante desenvolvimento pessoal.

2.2- Para o público em geral, mas principalmente para os Psicólogos ou alunos de graduação em Psicologia, estamos sempre criando e oferecendo atividades de qualificação, para que eles se desenvolvam não apenas teoricamente, mas também técnica e praticamente. Acima de tudo, a nossa proposta é promover um aprendizado humanizado para que os terapeutas se tornem mais humanos e amorosos com seus clientes.


Definições:

1-“cuidado amoroso”- Entendemos como cuidado amoroso o estabelecimento de uma relação acima de tudo, humanizada, de amor e respeito pela totalidade da pessoa que chega pedindo ajuda. Acreditamos que esse cuidado deve ser sem julgamentos ou preconceitos, acolhendo as dores do cliente, de uma maneira onde passamos a fazer parte dessa história para assim melhor acolher e promover o suporte terapêutico.


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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Vamos falar sobre o diferente?

As chamadas ovelhas negras são tidas, muitas vezes, como um problema. 
Mas não acreditamos nisso, a partir do olhar sistêmico e da constelação familiar. 
Muito pelo contrário, as pessoas diferentes, são a busca de saúde do sistema familiar, é justamente a coragem de fazer diferente do comum, do funcionamento do sistema. É ela quem permite trazer minimamente a oxigenação e novas possibilidades. 
O comportamento viciado, de um modo geral, não é saudável, pois é repetitivo e não escolhido. A possibilidade do fazer diferente é o que nos traz escolhas e de um modo geral consciência do que estamos fazendo.
A ovelha negra, na realidade é aquela pessoa que tem a coragem de fazer diferente para poder curar toda uma família dos ciclos viciosos. Nunca é uma tarefa fácil, pois precisa batalhar com todo um sistema, mas traz a possibilidade de escrever novas realidades e histórias!!
Outra coisa que não nos deixa confortáveis é o termo ovelha negra. Recentemente vimos uma nova nomenclatura que denomina a de “ovelha verde”, justamente por esse entendimento de que a é essa pessoa que semeia a mudança, que influencia os demais a sua volta, como a natureza!!
Gostamos mais dessa forma e agora vamos nos referir a essas pessoas que se emprestam a serem corajosos e fortes para conseguir mudar todo um sistema como OVELHAS VEDES. Entendemos essa reflexão essencial em muitos níveis! 
Já pensaram nessa outra visão?? Quem se identifica com as ovelhas verdes?
Vamos juntos e todos iguais!
#serpsicologiarj #psicologiaonline #terapiaonline #sobrevivendoaquarentena #psicologos  #estudantedepsicologia #fiquememcasa #saudeemocional #autoconhecimento #trabalhoemocional #gestaltterapia #retomandoosatendimentos #retornoaoconsultorio #psicologiaesaude #ovelhanegra #ovelhaverde #constelaçãofamiliar #terapiadefamilia #psicologiacopacabana


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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Constelação familiar pelo olhar de uma cliente!

Hoje decidimos compartilhar com vcs o retorno que recebemos de uma pessoa querida que fez sua Constelação Familiar aqui no Espaço!!
Nossa querida @julidesigner
Para aqueles que não sabem como funciona a Constelação ou tem algum receio de participar pelo desconhecimento da técnica, achamos que seria útil dividir a opinião de outras pessoas!!
Teremos nosso próximo encontro para o dia 25/01/20!! Venha conhecer e participar!! Saiba mais em (21)98819-5055 (WhatsApp) ou pelo inbox.
Abaixo dividimos o texto completo enviado pela querida Juliana:
“Foi uma experiência única e incrível. Onde pude entender certos questionamentos meus e analisar, estudar e traçar novas soluções.
A família é a base de tudo. E a constelação familiar pode me ajudar a desvendar certas questões que não eram vistas anteriormente, que não eram pontuadas. E em cima disso tudo, eu posso, agora, decidir o que fazer para atingir a meta desejada.
Só tenho a agradecer pela tarde de descobertas, de múltiplos sentimentos e muitas questões analisadas e pontuadas.
Sem contar nessa pessoa linda e delicada que vc é. Super profissional!
Fui recebida com muito carinho por vc. Muito obrigada!
Amei a minha constelação!
Um grande beijo”.
Juliana #serpsicologiarj #gestaltterapia #constelacaofamiliar #psicologia #copacabanarj #workshops

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domingo, 29 de setembro de 2019

Espaço SER Psicologia na era digital!!

Fechando o mês de setembro, estamos iniciando um novo ciclo do Espaco SER Psicologia também de forma digital!!!
Além dos nossos atendimentos virtuais, estamos inaugurando a apresentação do Nosso Espaço com a coordenadora Nathália Villela (@Nat halia_villela_psi) para interagir mais com todos que nos seguem pelas redes sociais. 
Venha fazer parte do nosso Espaço de forma virtual ou presencial. 
O que vcs gostariam de saber mais? Quais os temas gostariam que fosse falado ou apresentado? 
Em breve traremos mais novidades!!! 
#serpsicologiarj #psicologia #psicologiaonline #psicologiavirtual #gestaltterapia #terapiafamiliar #terapiafamiliarsistemica #constelacionesfamiliares
Estamos apenas com o início do vídeo disponível aqui!! Siga nossas redes sociais e assista o vídeo completo!!

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Família!

Nós do Espaço SER Psicologia defendemos todas as formações de família.
Acreditamos que o que forma uma família é o laço de cuidado e amor, identemdente do parentesco direto, combinação de sexo ou idade.
O que nos importa é como essas famílias transmitem o amor e como passam suas experiências e histórias para as próximas gerações.



quinta-feira, 26 de março de 2015

Projeto para Noivos!!

    O Espaço SER Psicologia está com um novo projeto que tem como objetivo trabalhar emocionalmente o casal que está por se casar!!
     Este projeto tem como proposta um número fechado de sessões onde, em cada encontro, serão trabalhadas questões específicas enfrentadas por todos os casais as quais acreditamos que, se previamente trabalhadas, podem favorecer em muito o relacionamento.
    Nesta “Terapia Pré- Wedding”, busco o equilíbrio e a unidade desse casal que está sendo formado. Utilizo como base teórica a Gestalt Terapia e a Terapia Familiar Sistêmica.
    Pretendo com essa terapia, esclarecer os pontos de conflitos e também desenvolver projetos e sonhos de cada casal, buscando facilitar o desenvolvimento de uma união de fato duradoura e próspera.
    Proponho, portanto esse trabalho para as noivas e noivos antes do casamento, mas que também pode ser feito por aqueles que estão casados há pouco tempo, ou até mesmo para aqueles que estão casados a mais tampo, mas com conflitos de relacionamento.
    Para maiores informações ou dúvidas estou à disposição pelo e-mail: serpsicologia@yahoo.com.br

Nathália Villela de A. Bezerra

  
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Dinheiro X Estabilidade emocional.



    Apesar de não acreditar na máxima que o dinheiro traz felicidade, a falta de dinheiro por sua vez, traz uma desestabilidade emocional em qualquer pessoa.
    Cada pessoa lida de maneira diferente com a falta de dinheiro, mas quem já passou pelo menos por um aperto financeiro e não perdeu uma noite de sono, ou ficou com dor de cabeça fazendo as contas do mês?
    Sim a desorganização financeira está diretamente relacionada a uma desorganização emocional, em maior ou menor grau (apesar do contrário não ser necessariamente verdadeiro. Quem tem dinheiro também pode estar desestabilizado).
    Muitas vezes a terapia é a primeira a ser cortada com a falta de dinheiro, mas particularmente acredito que ela deveria ser mantida ao máximo, pois uma pessoa desestabilizada de um modo geral também não consegue ganhar dinheiro.
    Na minha experiência profissional, a terapia auxilia sim, para conseguir um novo emprego ou até mesmo para pensar em novas opções, apesar de não fazer milagres, não “prometemos seu emprego de volta em sete dias”...
    Entretanto podemos cuidar de todo o fator emocional e muitas vezes familiar para se ganhar dinheiro e ainda de quebra podemos dar algumas dicas práticas de como proceder.
    Compartilho abaixo com vocês algumas dessas dicas, que infelizmente não localizei a fonte, pois recebi por e-mail.
    Essa é a parte prática que podemos oferecer por aqui, mas caso essas dicas não sejam o suficiente, pode ser necessária a ajuda de um psicólogo para entender e trabalhar as questões emocionais da relação com o dinheiro.
    Eu e toda equipe do Espaço SER Psicologia estamos a disposição para tirar dúvidas ou até mesmo avaliar uma indicação a terapia.
Nathália Villela de A. Bezerra.


SÃO PAULO - Se você não faz parte da pequena (e privilegiada) parcela da população rica, é preciso fazer fortuna com o salário que recebe - mesmo que ele seja pouco atrativo. Para o planejador financeiro do site de finanças LearnVest, David Blaylock, é possível fazer fortuna mesmo ganhando pouco.
Em um artigo publicado no site Business Insider, Blaylock explica que o modo mais prático para isso é cultivar hábitos que te ajudem a poupar dinheiro. “Eu faço uma revisão periódica de todas as assinaturas que eu tenho - aquelas que atingem meus cartões de crédito todos os meses”, exemplifica o planejador. “Você ficaria surpreso com quantas assinaturas que nós temos e quantas não são utilizadas. Você poderia guardar esse dinheiro, que soma quantidades significativas a cada mês.”
“A maioria das pessoas ganha mais de um milhão de dólares ao longo de sua vida profissional, mas poucas se tornam milionárias”, disse a planejadora financeira, Nancy Butler. “Como elas gastam o dinheiro certamente faz a diferença.”
Ambos planejadores listaram mudanças simples no cotidiano que podem ajudar qualquer pessoa - independente de quanto ganha - a ter num futuro não tão distante uma conta mais “gorda”. Confira abaixo 8 desses hábitos:
1. Inverta seu pensamento
Depois que o governo abate grande parte do salário e as contas são pagas, não sobra muita coisa para aproveitar o resto do mês - o que pode dar a ideia de que poupar para a aposentadoria parece algo impossível. Mas, para construir a riqueza, é necessário uma mudança nesta mentalidade. Ou seja, em vez de gastar o resto do seu salário líquido, reserve uma parte também para aposentadoria (assim como foi reservada para os impostos e para as contas) de olho nos maiores objetivos financeiros.
Segundo Blaylock, também não é preciso economizar muito, mas algum dinheiro que possa render, mas que não comprometa o orçamento. “Você deve economizar em prol dos seus objetivos financeiros em primeiro lugar, pagar suas contas e considerar gastar o que sobrou”, disse Nancy.
2. Tenha sempre um objetivo definido
Estudos comprovam que fixar metas melhoram a motivação. Sabendo disso, é preciso definir, antes de cultivar qualquer hábito, os planos com o dinheiro que você vai guardar.
Para ter uma poupança pensando no futuro, os especialistas financeiros sugerem ter um plano de cinco anos - em que você cria metas específicas de dinheiro que você gostaria de alcançar em cinco anos e o que você precisa fazer para isso.
“Tendo um objetivo específico em mente nos ajuda a economizar”, diz Blaylock. “Seja uma poupança de emergência, para viagem, para pagar universidade, comprar uma casa ou um carro.”
3. Adote as próprias regras financeiras
O que é essencial para sua vida e o que você pode economizar? Colocar preços limites às compras podem ajudar no orçamento apertado. Por exemplo, se você não liga em ter uma roupa de marca, pode colocar um teto baixo e segui-lo. Por outro lado, se você não sabe viver sem o smartphone do momento, coloque um teto mais alto para este item, diminua o limite de outros e assim continue o ciclo.
4. Viva como um “secreto” rico
Para alguns, a imagem de um milionário remete a enormes mansões, carros luxuosos e gastos excessivos. Mas a maioria dos milionários não vive assim - em vez disso, ela tende a aparentar ganhar menos do que realmente ganha e economiza mais que gasta.
O livro “The Millionair Next Door: The Surprising Secrets of America’s Wealthy” revelou que grande parte dos ricos construiu sua fortuna com trabalho árduo, poupando e vivendo com menos que ganha.
5. Pense em sua aposentadoria agora
Se você está na faixa dos vinte a trinta anos, a aposentadoria parece algo bem distante - e poupar para isso pode não parecer uma prioridade. Mas é preciso ter um pensamento inverso. “Infelizmente, quanto mais tarde você começar, mais você vai ter de poupar no final da vida. Mas quanto mais cedo você iniciar sua poupança, poderá manter a aplicação ou até diminuí-la ao longo dos anos.”
6. Saiba  quanto ganha e quanto gasta
A maioria das pessoas tem boas intenções quando se trata de poupar dinheiro. Mas se você não sabe quanto entra e quanto sai da sua conta bancária, você não sabe o quanto deve se dedicar aos seus objetivos.
Grande parte geralmente não controla seus rendimentos e gastos. “É realmente chocante que os clientes com quem trabalho nem sempre reveem seu holerite”, disse o planejador. “Se eu não sei o quanto você gasta quando come fora, como eu posso esperar que você mude isso?”, questionou.
7. Saia do débito
Bem programada, uma dívida pode ter benefícios. Empréstimos estudantis, por exemplo, são boas escolhas, já cartão de crédito - que tem altas taxas de juros - nem tanto. Segundo Blaylock, dívidas que podem impulsionar a carreira são bem-vindas, mas até para elas deve elaborar um plano para que não impeça o progresso de outros objetivos.
8. Aumente seus ganhos
Há duas maneiras de aumentar seu patrimônio líquido: ganhar mais ou economizar mais dinheiro. “E gastar menos é apenas uma parte dela - você tem que poupar e investir adequadamente”, diz a planejadora do LearnVest, Natalie Taylor. “Apenas ganhar mais não aumentará a renda porque o estilo de vida e as despesas também crescem com ele.”
Mas, se você aumenta sua renda e definir o que fará com esses ganhos, esse dinheiro a mais será melhor aproveitado.
Outra opção é diversificar seus fluxos de renda através de um segundo trabalho em tempo parcial (freelancer) ou procurar oportunidades de investimento. “Eu acho que a poupança para a aposentadoria deve vir de várias fontes, tais como o salário, a renda de trabalhos parciais e investimentos”, diz Blaylock.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Que Deixa uma Criança Feliz



Aproveitando esse período de férias escolares, resolvi divulgar uma matéria que saiu na revista Época no ano passado sobre o que deixa as crianças felizes.
A matéria confirma o que vejo muito no consultório, principalmente nos atendimentos de família. Momentos juntos de diversão e lazer é o melhor remédio para o bem estar de TODA a família, que fica mais saudável, harmoniosa e unida para enfrentar os problemas que podem surgir.
Como terapeuta de família, estimulo esses momentos, até mesmo dentro da sessão em que proponho trabalhos cooperativos para entender como é o funcionamento do sistema familiar.
Aproveitem para brinca e estar com uma criança. Essa atitude faz bem não apenas para os pequenos, mas para todos os envolvidos.

Nathália Villela de A. Bezerra. 




 Criar filhos felizes é uma das maiores preocupações dos pais – e começa antes mesmo de eles nascerem. O que deixa as crianças realmente felizes? Brinquedos, viagens ou parques de diversões? Uma pesquisa exclusiva mostra, pela primeira vez, o que sentem as crianças brasileiras. E ninguém melhor que elas próprias para contar o que as deixa felizes ou tristes.
A pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria, o instituto de pesquisas Datafolha ouviu 1.525 crianças, de 4 a 10 anos, de 131 municípios. Até então, não existia no Brasil uma investigação sobre esses sentimentos. Não era possível afirmar se a diferença cultural ou a classe econômica poderia contribuir para o grau de felicidade na infância. Para surpresa dos pesquisadores, nenhum desses fatores foi significativo. Crianças do Recife deram respostas muito parecidas com as de São Paulo ou Porto Alegre. “Os sentimentos se mostraram universais”, afirma Eduardo Vaz, pediatra, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
O estudo contemplou os estados emocionais da criança em relação à família, ao futuro, às brincadeiras e à escola. E aí veio mais uma surpresa: o que deixa a criança mais feliz são coisas simples, como estar com os avós, brincar com os amigos e praticar esportes. Para saber se os pais têm essa mesma percepção, ÉPOCA conversou com dez famílias, das cinco regiões brasileiras. A seguir, os resultados.


Família
 
Querer ficar perto dos pais, dos irmãos e... dos avós. Sim, dos avós também. É isso que deixa 87% das crianças brasileiras mais alegres, de acordo com a pesquisa. E eles estão mais presentes no dia a dia dos netos por vários motivos.
Os avós de hoje chegam à velhice mais saudáveis, conectados e menos saudosistas. Lucia Maria Chavez mora em São Paulo e os netos, Fernando, de 11 anos, e Leonardo, de 5 anos, em São Carlos. Mas eles se falam todos os dias, por Skype ou telefone. Quando a mãe, a nutricionista Fernanda Mozeto, trabalhava fora e uma das crianças tinha febre, a avó percorria os 255 quilômetros que separam as duas cidades para cuidar do neto. “Os avós são repositórios da história daquela família”, diz Lídia Aratangy, psicóloga, autora de Novos desafios da convivência (Ed. Rideel). “A presença deles traz, para a criança, a segurança de onde ela veio.”
Estar perto dos pais também é motivo de alegria para a maioria das crianças. Para 87%, ficar perto da mãe; para 78%, do pai. E um dos fatores que mais entristecem as crianças é ficar longe deles. Cerca de 71% dizem ficar muito tristes quando longe do núcleo da família (geralmente o pai e a mãe).
O dia do aniversário aparece como motivo de alegria para 96% das crianças. Não só os presentes são responsáveis pela felicidade dos pequenos, mas a atenção que recebem na data da família e dos amigos também – além do próprio fato de crescerem oficialmente.
Longe do estereótipo de família perfeita, saber que a proximidade é tão importante para o bem-estar da criança pode ajudar os pais a, dentro do possível, adotar pequenas atitudes que façam diferença para os pequenos. Pode ser um recado surpresa na lancheira, uma ligação no meio da tarde, um SMS ou usar a hora do almoço para buscá-lo na escola. Levar ao cinema ou a um parque também é bom, mas a presença dos pais faz mais diferença que o tipo de programa. Como disse o escritor Guimarães Rosa, “felicidade se acha em horinhas de descuido”.
Fazer refeições em família, mostrou a pesquisa, deixa 87% das crianças felizes. Mas e aquele dia em que a mãe chega tarde do trabalho e os filhos estão dormindo? “Esses momentos pontuais não importam se os pais estão presentes”, afirma Lídia. Presença física é importante, mas não é só a isso que Lídia se refere quando fala em presença. Saber onde o filho está, o que vai comer, se está usando casaco em dia de frio, se voltou da escola bem ou se vai ter um aniversário de um colega e é preciso comprar um presente são cuidados à distância que fazem diferença na relação familiar. “As crianças sentem essa conexão”, diz Lídia.
Uma vez que é ouvida, valorizada, recebe atenção e carinho, a criança sente que pode confiar nos pais. Essa confiança torna-se um canal aberto para o diálogo na adolescência. O que não significa que percalços não acontecerão. Mas, se algum problema ocorrer, esse adolescente tem intimidade para se abrir e pedir ajuda.


 Futuro e autoestima

Essa teia de intimidade construí¬da com a família se reflete em outra área importante no desenvolvimento infantil: a autoestima, capacidade de se gostar e de se valorizar. A pesquisa mostrou que os pais estão no caminho certo: 86% das crianças ficam alegres quando se veem numa fotografia e 87% quando se imaginam adultas.
Gostar de ver a própria imagem é um sinal positivo sobre a autoestima. Ficar feliz ao se imaginar adulto demonstra segurança sobre quem é, o que vai se tornar e mostra esperança no futuro. Para Odair Furtado, psicólogo, professor do programa de psicologia social da PUC-SP, isso é reflexo de uma mudança profunda em nossa sociedade. A condição de vida do brasileiro melhorou, principalmente nas classes mais baixas, e a perspectiva de futuro, enfim, deixou de ser apenas sonho. “O futuro se concretizou”, afirma.
A imagem é um dos blocos na construção da autoestima. Os outros blocos podem ser aprendidos no dia a dia, com a ajuda dos pais. Valorizar conquistas, como quando a criança aprende a andar de bicicleta sem rodinhas, é uma delas. E ajudar a levantar do chão quando ela cair. “Os pais precisam permitir que o filho enfrente desafios”, diz Ana Olmos, psicanalista infantil e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP).
Mas nem sempre ela vai conseguir. Aprender a se frustrar é tão importante quanto saber lidar com críticas quando elas dão apoio para avançar e não desistir. Por exemplo: ensinar à criança os melhores movimentos para o jogo de damas é educativo. Deixar propositadamente que ela ganhe, não. “Quando for confrontada fora de casa, não vai saber lidar com isso”, diz Ana.
Uma amostra de como a criança percebe as críticas familiares de forma positiva é como ela percebe a bronca de uma forma diferente dos pais. Para sete dos dez pais ouvidos, bronca é o maior motivo de tristeza para os filhos dentro de casa. Para 71% das crianças, a maior chateação é ficar sem os pais. A bronca não aparece como motivo de tristeza no levantamento. “Mesmo quando fica triste por ser repreendida, a criança se sente inconscientemente protegida”, diz Ana Olmos. “A partir dos 6 anos, as crianças têm a percepção consciente de que os pais estão discutindo com elas para seu bem.”
 

 
Brincadeiras

Um dos dilemas dos pais modernos é o que oferecer para que os filhos tenham as melhores oportunidades no futuro. Além de se preocupar com cursos extracurriculares, como aulas de língua estrangeira, é importante preservar o tempo da brincadeira. “Brincando as crianças aprendem habilidades que vão além do desenvolvimento motor e cognitivo”, afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da PUC-SP. “Ela aprende a argumentar, a ser ouvida, a prestar atenção, a organizar e liderar, a propor novas alternativas.”
Na pesquisa da SBP, as brincadeiras aparecem como atividades favoritas quando as crianças não estão na escola. E, ao contrário do que muitos pais pensam, tecnologia não é o primeiro item da lista. Seis entre dez pais entrevistados apontaram videogames e internet como distrações favoritas. Na pesquisa com as crianças, apareceram brincar de boneco ou boneca e de carrinho como brincadeiras individuais favoritas. Videogame está em quarto lugar nessa categoria. Dentre as distrações em grupo, as crianças elegeram jogar bola, andar de bicicleta e brincar de esconde-esconde. As atividades que faziam sucesso na infância dos adultos são as mesmas que fazem a alegria dos pequenos de hoje.
Outra impressão dos pais desfeita pela pesquisa é o que deixa os filhos muito tristes. Os adultos de sete famílias, dentre as dez ouvidas, apontaram perder em jogos e competições. Para 47% das crianças, tristeza é brincar sozinho. Perder não foi citado como motivo de tristeza.
 A publicitária Adriana Ceresér, de 37 anos, leva as filhas, Gabriela, de 9, e Gisela, de 6, desde pequenas para brincar em espaços públicos, mesmo tendo quintal em casa. “Quero que elas tenham outros núcleos de amizade”, afirma. Nos fins de semana, toda a família anda de bicicleta. Quando não vão, as meninas reclamam. “Sinto que isso as deixa desenvoltas.” E os ganhos são físicos também. “Elas já andam de bicicleta sem rodinhas, enquanto os primos, que não passeiam sempre, ainda usam”, diz Adriana. As brincadeiras são um estímulo para as crianças se engajarem numa atividade física no futuro. A pesquisa mostra que 93% delas gostam de praticar esporte. Como explicar, então, que uma em cada três crianças, segundo o Ministério da Saúde, está acima do peso? É simples. “Gostar não significa que pratiquem, nem que conheçam diversas opções”, diz Beatriz Perondi, pediatra e médica do esporte do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Brincar com jogos esportivos no videogame não substitui a prática de verdade. Uma hora de brincadeira gasta cerca de 700 calorias, em comparação a 150 calorias em frente à televisão. “Fazer do esporte uma atividade familiar prazerosa contribui para a formação do hábito de praticar depois”, diz Beatriz.



Escola
Quando perguntadas do que gostavam na escola, as crianças não titubearam: 91% citaram as férias. E 89%, o recreio. O segundo número mostra que a escola é um lugar onde a criança se sente bem porque tem a oportunidade de interagir. “Elas gostam dos momentos em que podem brincar sem atividades guiadas”, afirma Maria Márcia Malavasi, coordenadora de pedagogia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A lição é motivo de alegria (acredite) para 65% das crianças. A servidora pública Lara Barcelos de Carvalho, de 38 anos, moradora de Sobradinho, no Distrito Federal, faz questão de acompanhar a hora da lição de casa. Caçula de 16 irmãos, ela quer dar aos filhos Matheus, de 11 anos, Felipe, de 7, e Geovana, de 6, o acompanhamento que não teve. “Eles entendem melhor quando estudo com eles”, afirma. Os amigos dos filhos pedem para fazer trabalhos do colégio na casa de Lara. “Desejo que cada um desempenhe, da melhor forma, a capacidade que tem.” E esse não é um caminho para alcançar a felicidade?